A Secretaria da Família de Barueri (Sefam) promoveu uma aula especial sobre defesa pessoal familiar na última segunda-feira, 13 de maio. O evento, parte da programação da Semana Internacional da Família, foi organizado pela Coordenadoria de Políticas de Prevenção ao Álcool e às Drogas e reuniu moradores para um momento de aprendizado e conscientização.

O foco principal da iniciativa foi orientar a população sobre a importância da prevenção. Segundo o professor de karatê Andrew Marques, que ministrou a aula, a defesa começa muito antes de um confronto físico. A prioridade, segundo ele, deve ser sempre evitar situações de perigo.

“A primeira ideia é perceber uma ação suspeita. A defesa começa aí, não no golpe. Às vezes, o golpe não é tão efetivo, mas a defesa pode ser. Bloquear pode ser mais importante. Um ponto-chave é escapar daquela situação o mais rápido possível”, explicou o professor.

Durante o encontro, os participantes receberam orientações práticas sobre comportamento preventivo. Andrew Marques recomendou manter uma postura confiante ao caminhar, estar sempre atento ao ambiente e evitar distrações, como o uso excessivo de celular em locais públicos. “Percebeu uma situação suspeita de uma pessoa que possa representar uma ameaça? Mude a rota, não fique no celular e ande sempre com postura confiante”, orientou.

O professor também abordou cenários que devem ser evitados, como reagir a abordagens de pessoas armadas ou lutar quando existe a possibilidade de fuga. Ele destacou que os criminosos costumam escolher alvos que consideram mais vulneráveis. “A maioria das pessoas não ataca de frente. São covardes e atacam idosos, crianças e mulheres”, afirmou Marques.

Apesar do foco na prevenção, a aula apresentou algumas técnicas básicas de defesa que podem ser úteis em uma situação de ataque. Foram demonstrados movimentos como o soco (zuki), o teisho, a cotovelada (empi) e a joelhada (hiza geri), além de técnicas de bloqueio e proteção.

A empreendedora Edneide Lima da Silva, de 51 anos, moradora do Jardim Silveira e participante das atividades da Sefam, aprovou a iniciativa. “Achei a atividade maravilhosa. É um básico que a gente pode usar no dia a dia, mas também desperta em nós a vontade de praticar uma arte marcial”, comentou.