Uma investigação do MP, batizada de Operação Fluxo Oculto, apontou que fintechs sediadas na região da Faria Lima, em São Paulo, continuaram a operar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC. A atividade criminosa prosseguiu mesmo após a deflagração da Operação Carbono Oculto, realizada no ano anterior com o objetivo de desarticular o mesmo grupo.
Segundo os relatórios da investigação, o grupo não apenas ignorou a ação policial prévia como expandiu suas operações. As apurações identificaram movimentações financeiras atípicas e suspeitas que alcançam a cifra de quase R$ 26 bilhões.
Para ocultar o fluxo de dinheiro do crime organizado, o esquema retomou o uso de fintechs e outras plataformas de pagamento. A principal estratégia era o uso de "contas-bolsão", que, na prática, criaram um ponto cego para o sistema de controle e prevenção à lavagem de dinheiro, dificultando o rastreamento pelas autoridades.
Os principais alvos da Operação Fluxo Oculto são empresários, operadores logísticos e "laranjas" que participavam do esquema, conforme detalhado pela apuração divulgada em 28 de maio de 2026.







