O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou, nesta segunda-feira (8), mais dois casos da mosca-da-bicheira no Texas, o que evidencia a dificuldade em conter a disseminação da praga que ameaça a indústria pecuária do país. A informação foi divulgada pela agência Associated Press.
Os novos focos foram identificados em um bezerro e em um cão doméstico, elevando para quatro o número total de casos confirmados no estado. As autoridades de saúde animal estão em alerta máximo.
Diferente de outras moscas, a larva da mosca-da-bicheira se alimenta de tecido vivo, e não de matéria em decomposição. As fêmeas depositam seus ovos em feridas abertas de qualquer animal de sangue quente. Bovinos são alvos comuns, mas a praga pode infestar animais silvestres, animais de estimação e, em casos raros, até seres humanos.
Segundo o USDA, os dois novos casos foram registrados nos condados de La Salle e Andrews, no Texas, com os animais infectados estando a centenas de quilômetros de distância um do outro. A distância geográfica entre os focos é um fator de preocupação para as equipes de controle.
O surto atual começou no início de junho, quando a mosca-da-bicheira foi identificada pela primeira vez em um bezerro de três semanas. Um segundo caso foi confirmado logo depois, a poucos quilômetros do primeiro, também em um bezerro jovem.
“Enquanto lidamos com essas ocorrências que exigem atenção imediata e continuamos a coletar amostras de casos suspeitos, estamos simultaneamente trabalhando para erradicar completamente a praga”, afirmou em comunicado Dudley Hoskins, subsecretário de marketing e regulamentação do USDA.
A mosca-da-bicheira foi um problema recorrente para os pecuaristas americanos em períodos de clima quente até ser considerada erradicada no país durante a década de 1960. O ressurgimento da praga representa um sério risco econômico e sanitário.









