O governo dos Estados Unidos planeja uma redução significativa no número de aeronaves e navios de guerra que são disponibilizados para as operações da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no continente europeu. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times nesta sexta-feira (12), com base em relatos de duas autoridades europeias de alto escalão.
Segundo a reportagem, a decisão limitaria a capacidade da aliança militar de executar ataques de longo alcance e de conduzir missões de vigilância. O plano norte-americano prevê um corte no número de caças F-16 e F-15E, que passariam de aproximadamente 150 para 100 unidades.
Além disso, o contingente de aeronaves de reconhecimento marítimo seria reduzido de 26 para 15. O plano também inclui a retirada total dos oito aviões-tanque de reabastecimento aéreo que estavam à disposição para operações na Europa.
A proposta também considera o reposicionamento de um submarino lançador de mísseis e de um porta-aviões, junto com os vários navios de guerra e dezenas de aeronaves que compõem seu grupo de combate. De acordo com o jornal, um dos dois grupos de bombardeiros que eram designados para a defesa da Europa também poderá ser realocado.
Em um comunicado na semana passada, o Comando Oriental dos EUA afirmou que pretende “redimensionar adequadamente” sua contribuição ao Modelo de Forças da Otan, mas não forneceu mais detalhes sobre os planos.
A medida está alinhada com a postura do governo do presidente Donald Trump, que tem acusado repetidamente os governos europeus de investirem pouco em suas próprias Forças Armadas e de dependerem da proteção americana. O governo dos EUA pressiona os aliados, tanto na Europa quanto na Ásia, a elevarem seus gastos com defesa para 3,5% do PIB (Produto Interno Bruto).
Em maio, os Estados Unidos já haviam sinalizado que planejavam reduzir as capacidades militares que seriam disponibilizadas aos aliados da Otan em caso de uma grande crise.







