O Gaeco e a Receita Federal deflagraram a operação "Fluxo Oculto" para desarticular um novo esquema de lavagem de dinheiro que tinha o PCC como um dos beneficiários. A ação conjunta cumpriu 60 mandados de busca e apreensão em cinco estados.
Os principais alvos da operação são empresários, operadores logísticos e "laranjas" que, segundo as investigações, davam continuidade a um esquema criminoso mesmo após ações policiais anteriores.
De acordo com os investigadores, o grupo utilizava contas de fintechs para ocultar a origem ilícita dos recursos. A fraude também consistia em desviar solventes importados de baixo custo para serem misturados à gasolina, em um esquema conhecido como "máfia do nafta".
Para dar aparência de legalidade às transações, os criminosos se valiam de empresas de fachada e de fundos de investimento que simulavam operações comerciais legítimas.
Apontados como líderes do esquema, os indivíduos conhecidos pelos apelidos "Primo" e "Beto Louco" continuam foragidos da Justiça.
O Ministério Público informou ainda que rejeitou uma proposta de delação premiada relacionada ao caso. A recusa ocorreu devido à omissão de informações consideradas cruciais sobre o funcionamento do esquema por parte do colaborador.







