Um consórcio internacional de astrônomos divulgou o mapa mais detalhado já feito da "teia cósmica", a imensa estrutura que serve como esqueleto para o Universo. O estudo foi publicado no prestigiado periódico científico "The Astrophysical Journal".

Utilizando dados do supertelescópio espacial James Webb, da Nasa, a pesquisa conseguiu rastrear a rede de galáxias até um período em que o cosmos tinha aproximadamente 1 bilhão de anos de idade. O levantamento completo, que está disponível gratuitamente em um repositório online, catalogou um total de 164 mil galáxias.

A pesquisa foi liderada por cientistas da Universidade da Califórnia em Riverside (UCR), nos Estados Unidos, e contou com a colaboração de pesquisadores de outros nove países, como Dinamarca, Chile, França, Japão e Alemanha.

A teia cósmica é a forma como a matéria se organiza em grande escala. Em vez de uma distribuição uniforme, as galáxias se alinham ao longo de filamentos e folhas compostas por gás e matéria escura. Entre essas formações, existem vazios de proporções gigantescas.

Os cientistas explicam o conceito com uma analogia a uma esponja. As paredes finas da esponja representam os filamentos onde as galáxias se concentram, enquanto os buracos correspondem aos vastos vazios. Essa arquitetura conecta aglomerados de galáxias em uma única e gigantesca estrutura que se estende por bilhões de anos-luz.