O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta-feira, 4, que os Estados Unidos foram derrotados na guerra entre os dois países e enfrentam uma “humilhação profunda”. A declaração foi feita um dia depois de o presidente americano, Donald Trump, dizer que gostaria de conhecê-lo.
Em uma mensagem divulgada em redes sociais, Khamenei acusou o governo americano de tentar reverter sua derrota ao semear “desespero, medo, desconfiança e discórdia”. “O inimigo malicioso foi derrotado em seu confronto com as Forças Armadas. Tendo recebido um golpe decisivo, tanto no combate militar quanto nas praças e ruas, ele está sofrendo uma humilhação profunda e significativa”, declarou o aiatolá.
As falas de Khamenei surgem após Trump afirmar que o Irã teria concordado em não desenvolver armas nucleares, um dos pontos centrais de divergência no conflito iniciado em 28 de fevereiro. O governo em Teerã não confirmou a declaração do presidente americano.
Trump também disse que o líder supremo iraniano está “absolutamente” envolvido nas negociações. “Sim, eu gostaria de me encontrar com ele. Gostaria de me encontrar com todos… Provavelmente nos encontraremos em algum momento, dependendo de como tudo se desenrolar”, afirmou o chefe da Casa Branca.
Mojtaba Khamenei, de 56 anos, assumiu a liderança após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em um bombardeio atribuído aos EUA e a Israel. O novo líder supremo também foi ferido nos ataques e não é visto em público desde então, o que alimenta rumores sobre a gravidade de seu estado de saúde. O governo iraniano nega as especulações e informa que os ferimentos foram “superficiais”.
Questionado sobre a saúde de Mojtaba, Trump respondeu: “Se você acredita nas histórias que ele conta, sabe, faltam muitas peças diferentes do quebra-cabeça.”
A tensão na região continua elevada. O presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Teerã responderá de forma “decisiva” a qualquer nova agressão dos EUA ou de Israel. Segundo a agência estatal ISNA, Ghalibaf declarou que o período em que adversários podiam agir contra o Irã sem consequências terminou.
Na semana passada, ambos os países sinalizaram avanços para um acordo provisório, mas as negociações formais não foram assinadas. Autoridades iranianas indicam que os canais de comunicação estão praticamente paralisados. Teerã condiciona o avanço diplomático ao fim dos combates no Líbano e ao relaxamento das sanções econômicas americanas.







