Uma médica de 57 anos foi presa na Polônia após a descoberta de 34 fetos humanos enterrados no jardim de sua antiga residência. A informação foi confirmada pelas autoridades locais nesta segunda-feira (15).

A suspeita, identificada como Magdalena H., não possuía antecedentes criminais. A principal linha de investigação apura se ela utilizou os fetos para realizar experimentos, o que, se comprovado, pode resultar em uma pena de até 12 anos de prisão.

O caso veio à tona na semana passada, quando promotores receberam uma denúncia sobre resíduos médicos encontrados durante obras na antiga casa da médica, na localidade de Lutoryz, no sudeste do país. Uma busca foi realizada na propriedade com dezenas de policiais, sensores e cães, resultando na localização dos fetos.

“É muito provável que uma mulher detida tenha utilizado esses resíduos para realizar experimentos”, afirmou o porta-voz da Promotoria do distrito de Rzeszow, Krzysztof Ciechanowski. Magdalena H. foi detida na sexta-feira e teve a prisão preventiva decretada por um período de três meses.

Ao tomar conhecimento das acusações, a médica não se declarou culpada. Contudo, ela afirmou que "ela mesma havia levado e enterrado os fetos humanos encontrados em sua propriedade", assim como outros resíduos médicos.

O caso gerou grande polêmica no país, de forte tradição católica e com uma das legislações sobre aborto mais rígidas do mundo. Um porta-voz do Ministério Público destacou que, por enquanto, não há provas de que os fetos tenham sido obtidos por meio de abortos ilegais.

As acusações formais contra a médica incluem os crimes de vilipêndio a cadáver, gestão inadequada de resíduos e abandono de materiais perigosos em local não autorizado.