O partido Likud anunciou nesta quarta-feira (10) que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, será candidato a um novo mandato nas eleições legislativas de outubro. "Netanyahu, 76 anos, será candidato nas próximas eleições e, com a ajuda de Deus, vai vencer", afirmou a legenda em uma publicação no Telegram.
A confirmação encerra especulações sobre o futuro político do líder que governou Israel por mais tempo, acumulando mais de 18 anos no cargo desde 1996. As dúvidas aumentaram após declarações recentes do presidente americano, Donald Trump.
Segundo um jornalista da ABC News, Trump teria destacado a "carreira extraordinária" de Netanyahu em uma entrevista, mas questionou se ele teria interesse em uma nova campanha. "Não sei", teria respondido o próprio presidente, classificando o tema como uma "questão em aberto".
A decisão de Netanyahu de buscar um último mandato ocorre enquanto ele enfrenta um julgamento por corrupção que se arrasta há mais de cinco anos. Além do processo judicial, o premiê lida com o desgaste de sua imagem perante a opinião pública.
A maioria dos israelenses o considera responsável pela falha de segurança que permitiu o ataque do movimento islamista palestino Hamas em 7 de outubro de 2023. Uma pesquisa divulgada na terça-feira pelo Instituto da Democracia de Israel (IDI), considerado independente, revelou que 61% dos israelenses não gostariam de uma nova candidatura de Netanyahu. Entre os israelenses judeus, o índice é de 57%.
Apesar da rejeição pessoal, o cenário eleitoral permanece incerto. Uma pesquisa da emissora pública KAN, publicada no fim de maio, mostrou o partido conservador Likud com uma pequena vantagem nas intenções de voto sobre a lista Beyahad, aliança entre o líder da oposição, Yair Lapid, e o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett.
Contudo, os dados indicam que, atualmente, nenhum dos dois blocos políticos parece estar em condições de formar um governo, refletindo a fragmentação do eleitorado israelense.









