O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (21) o envio de 5 mil soldados americanos para a Polônia. Em uma publicação em rede social, Trump justificou a decisão citando a forte relação bilateral e a eleição do novo presidente polonês, Karol Nawrocki, a quem declarou apoio.

“Com base na bem-sucedida eleição do agora presidente da Polônia, Karol Nawrocki, que tive orgulho de apoiar, e em nossa relação com ele, tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos enviarão mais 5 mil soldados para a Polônia”, publicou o presidente americano.

O anúncio acontece um dia depois de o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmar que a guerra da Rússia na Ucrânia pode exigir uma “reação firme” da Otan. A Polônia tem sido um dos principais alvos de espionagem russa devido ao seu apoio à Ucrânia e lidera os investimentos em defesa na aliança militar, com uma previsão de destinar 4,8% do seu PIB para a área em 2024.

A medida também ocorre em um contexto de críticas de Trump a aliados europeus da Otan. Segundo a avaliação do governo americano, alguns países do bloco não deram apoio suficiente à ofensiva dos EUA contra o Irã.

A decisão de enviar as tropas reverte uma incerteza gerada dias antes. Na terça-feira (19), o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, havia informado a jornalistas que o envio de mais militares para a Polônia seria adiado, o que causou apreensão no governo polonês.

A situação foi contornada no dia seguinte, quando o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa da Polônia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, se reuniu com uma autoridade americana. Após o encontro, ele assegurou que os EUA não pretendiam reduzir sua presença militar no país.

De acordo com uma fonte anônima, a movimentação pode estar ligada a um plano para reduzir temporariamente a presença militar americana na Alemanha, com um remanejamento de forças para a Polônia.