O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na última quinta-feira (21) que parece ser ele quem irá realizar uma "mudança de regime" em Cuba. A declaração reforça a mensagem de seu governo de que não irá descansar "até que o povo cubano recupere sua liberdade".
Segundo Trump, ele conduzirá a transição na ilha e o processo para o retorno de cubano-americanos. "Outros presidentes vêm considerando fazer algo a respeito disso há 50 ou 60 anos, e parece que sou eu quem vai fazer. Então, farei com prazer. Queremos abrir as portas para os cubano-americanos para que eles possam voltar e oferecer sua ajuda", comentou.
O presidente americano também negou que a presença do porta-aviões nuclear Nimitz na região do Caribe tenha como objetivo intimidar o regime de Havana. Ele reiterou sua visão de que "Cuba é um estado falido".
Apesar do tom de Trump, o Secretário de Estado americano, Marco Rubio, ressaltou que a "preferência" de Washington em relação a Cuba "é um acordo diplomático negociado". No entanto, ele ponderou que "a probabilidade de isso acontecer, considerando com quem estamos lidando, não é alta". Rubio, contudo, manteve a porta aberta para uma negociação: "Se eles mudarem de ideia, sabem que estamos aqui".
A tensão entre os dois países aumentou após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciar o ex-presidente de Cuba, Raúl Castro. O regime cubano reagiu, classificando a medida como uma "acusação vil" e um "ato desprezível e infame de provocação política".
Havana sustenta que a acusação se baseia na "manipulação desonesta" de um incidente aéreo. O governo cubano alega que a aeronave em questão foi abatida sobre seu espaço aéreo, e que a resposta de Cuba "constituiu um ato de legítima defesa, protegido pela Carta das Nações Unidas, pela Convenção de Chicago sobre Aviação Civil Internacional de 1944 e pelos princípios da soberania aérea".
Em comunicado, o regime cubano afirmou ser "puro cinismo" que a acusação venha do mesmo governo que, segundo Havana, "assassinou quase 200 pessoas e destruiu 57 embarcações em águas internacionais do Caribe e do Pacífico".
O atual presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou que o indiciamento contra Castro "apenas demonstra a arrogância e a frustração que a firmeza da Revolução Cubana (...) provocam nos representantes do império". Para Díaz-Canel, a ação busca fabricar um caso para "justificar a insensatez de uma agressão militar contra Cuba".









