O lutador brasileiro Carlos "The Nightmare" Prates precisou de apenas 4 minutos e 7 segundos para nocautear o australiano Jeremiah Maddalena no UFC 301, evento realizado na noite de sábado (4), no Rio de Janeiro. A vitória, a terceira consecutiva de Prates na organização, foi garantida com um preciso e potente chute na linha de cintura do adversário, consolidando o atleta como uma das principais revelações na categoria dos meio-médios (até 77 kg).

Com o resultado, Prates ampliou sua sequência para oito vitórias consecutivas no MMA profissional. Desde que chegou ao UFC, após se destacar no programa "Contender Series", ele venceu todas as três lutas que disputou, duas delas por nocaute. A performance dominante no Rio rendeu ao brasileiro o prêmio de "Performance da Noite", um bônus de 50 mil dólares, o equivalente a cerca de 255 mil reais na cotação atual.

O confronto começou com Maddalena, que estava invicto no UFC, adotando uma estratégia agressiva. O australiano tentou encurralar o brasileiro contra a grade do octógono nos momentos iniciais da luta. Prates, conhecido por seu estilo de trocação e tranquilidade, soube absorver a pressão inicial, defendeu as tentativas de queda e controlou a distância com eficiência. O paulista esperou o momento certo para aplicar seu golpe característico.

O desfecho da luta ocorreu quando Prates encontrou uma brecha na guarda do oponente. Ele conectou um chute forte e preciso com a perna esquerda na altura do fígado de Maddalena. O australiano sentiu o impacto imediatamente, acusou o golpe e caiu, sem condições de se defender ou continuar no combate. A intervenção do árbitro central foi rápida para decretar o nocaute técnico e a vitória do brasileiro.

Ainda no octógono, durante a entrevista oficial de pós-luta, Carlos Prates não hesitou e direcionou seu foco para o topo da categoria. De forma direta, ele pediu uma chance para enfrentar o atual campeão dos meio-médios, o britânico Leon Edwards. "Leon Edwards, estou chegando por você. Ninguém pode me parar", declarou o lutador, demonstrando confiança e ambição em sua trajetória na organização.

A categoria dos meio-médios é historicamente uma das mais competitivas e repletas de talentos no UFC. Para chegar à disputa de cinturão, o caminho de Prates ainda deve incluir um confronto contra um atleta posicionado no ranking dos 15 melhores da divisão. Atualmente, o topo da categoria conta com nomes consolidados como o desafiante número um, Belal Muhammad, além de Shavkat Rakhmonov e o ex-campeão Kamaru Usman.

Natural de Taubaté, no interior de São Paulo, Carlos Prates possui um cartel profissional de 20 vitórias e 6 derrotas. Aos 30 anos, ele se destaca pelo alto poder de nocaute, tendo conquistado 14 de suas vitórias por essa via. Antes de sua entrada no UFC, Prates construiu uma carreira sólida no cenário internacional, com passagens por eventos importantes na Ásia, como o ONE Championship, onde aprimorou sua trocação e ganhou experiência.

Para Jeremiah Maddalena, de 28 anos, a derrota foi a primeira de sua carreira no UFC, interrompendo uma sequência de quatro vitórias. O resultado freia a ascensão do australiano, que era visto pela organização como um teste relevante para as aspirações de atletas em crescimento como Prates. A expectativa agora se volta para a próxima atualização dos rankings do UFC, onde o brasileiro tem grandes chances de figurar pela primeira vez entre os 15 melhores de sua divisão, o que o qualificaria para desafios ainda maiores em um futuro próximo.