Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, morreu aos 100 anos. De acordo com a BBC, o economista faleceu em casa, em decorrência de complicações da doença de Parkinson.
Greenspan presidiu o Fed entre 1987 e 2006, tornando-se um dos dirigentes mais influentes da história da instituição. Nomeado pelo então presidente Ronald Reagan, ele permaneceu no cargo durante os governos de George H. W. Bush, Bill Clinton e George W. Bush.
Seu período à frente do Fed coincidiu com uma das mais longas fases de crescimento econômico da história americana, caracterizada por baixa inflação, expansão do mercado financeiro e significativos avanços tecnológicos.
Logo no início de sua gestão, Greenspan enfrentou o crash da Bolsa de Nova York de 1987, conhecido como “Black Monday”. A resposta do Fed, fornecendo liquidez ao sistema financeiro, ajudou a conter os efeitos da crise e consolidou a reputação de Greenspan como um gestor pragmático e ágil em momentos de turbulência.
Ao longo da década de 1990, ele ganhou reconhecimento por conduzir a política monetária durante a revolução tecnológica, mantendo a inflação sob controle sem impedir a forte expansão da atividade econômica. O período ficou conhecido entre economistas como a “Grande Moderação”.
Nos anos 2000, contudo, sua gestão passou a receber críticas por manter os juros em patamares muito baixos após o estouro da bolha das empresas de tecnologia e os ataques de 11 de setembro de 2001. Para diversos analistas, essa política monetária estimulou o crescimento excessivo do crédito imobiliário, alimentando a bolha que resultaria na crise financeira global de 2008, já após sua saída do Fed.
O legado de Greenspan permanece como objeto de debate. Seus defensores destacam a estabilidade macroeconômica e a rápida resposta a choques financeiros durante seus quase 19 anos de mandato. Já os críticos argumentam que a confiança excessiva na autorregulação dos mercados e a manutenção prolongada de juros baixos contribuíram para desequilíbrios que desencadearam uma das maiores crises da história recente.







