Vinte anos depois de se tornar um ícone da cultura pop, a franquia “O Diabo Veste Prada” voltou aos cinemas com força total. A sequência, simplesmente intitulada “O Diabo Veste Prada 2”, alcançou a marca de US$ 780 milhões em bilheteria global apenas no primeiro fim de semana. O resultado estabelece um novo recorde para a maior estreia de uma comédia dramática em todos os tempos.
Do montante total, cerca de US$ 350 milhões foram arrecadados nos Estados Unidos e no Canadá, com os outros US$ 430 milhões vindo de mercados internacionais. O desempenho superou as projeções mais otimistas dos analistas de Hollywood, que previam uma estreia na casa dos US$ 500 milhões. O sucesso imediato confirma o imenso apelo popular da história e de suas personagens, que marcaram uma geração.
O novo filme reencontra Andrea “Andy” Sachs (Anne Hathaway) e Miranda Priestly (Meryl Streep) em um cenário completamente diferente. Andy não é mais a assistente desajeitada, mas sim a fundadora de uma influente plataforma de mídia digital que compete diretamente com a agora cambaleante revista Runway. A trama explora o embate entre a velha guarda do jornalismo de moda, representada por Miranda, e a nova era dos influenciadores e do conteúdo online, liderada por Andy.
O roteiro mostra uma Miranda Priestly tentando adaptar seu império editorial a um mundo que ela mal reconhece, enquanto Andy lida com as pressões éticas e comerciais de seu próprio sucesso. A dinâmica entre as duas protagonistas amadureceu, transformando a antiga relação de chefe e subordinada em uma complexa rivalidade entre iguais. O reencontro é forçado por uma grande fusão de empresas de mídia, colocando as duas em uma rota de colisão profissional e pessoal.
Um dos pontos altos celebrados pela crítica e pelo público é o retorno completo do elenco original. Além de Streep e Hathaway, Emily Blunt reprisa seu papel como a sarcástica Emily Charlton, agora chefe de gabinete de uma celebridade de primeira linha. Stanley Tucci também retorna como o Midas da moda, Nigel, que atua como um conselheiro para Andy em sua nova jornada.
O primeiro filme, lançado em 2006, foi um sucesso inesperado. Com um orçamento de US$ 41 milhões, arrecadou mais de US$ 326 milhões mundialmente e rendeu a Meryl Streep uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Mais do que os números, o longa teve um impacto cultural duradouro, influenciando a moda, lançando bordões e despertando o interesse do público pelos bastidores do jornalismo de luxo.
A aclamação da crítica para a sequência tem sido quase unânime. O filme ostenta uma aprovação de 92% no agregador de críticas Rotten Tomatoes, com jornalistas elogiando o roteiro inteligente e a capacidade de atualizar os temas do original para a década de 2020. A performance de Meryl Streep, mais uma vez, é descrita como “magnética” e “digna de prêmios”, enquanto a evolução de Andy Sachs foi vista como uma progressão natural e satisfatória.
A campanha de marketing do estúdio foi massiva, focando na nostalgia e na curiosidade de ver os personagens novamente. A estratégia incluiu parcerias com grandes marcas de moda e uma forte presença nas redes sociais, com trechos e pôsteres que rapidamente viralizaram. O sucesso estrondoso de “O Diabo Veste Prada 2” não apenas revitaliza a franquia, mas também envia uma mensagem clara a Hollywood: há um público ávido por histórias inteligentes e focadas em personagens femininas complexas, especialmente quando ancoradas por um elenco de peso e um roteiro que respeita a inteligência do espectador. O final, segundo quem já viu, deixa uma porta aberta para um possível terceiro capítulo.









